quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Santa Maria da Cruz (Joana Jugan), Fundadora - 29 de agosto

    
     Joana nasceu numa aldeia de Cancale, França, em 25 de outubro de 1792. Era a sexta de oito filhos de José e Maria Jugan. Seu pai era um pescador e morreu no mar quando ela tinha quatro anos; sua mãe cuidou sozinha desta grande família.

     Logo conheceu a pobreza e, com 16 anos, começou a trabalhar como empregada na cozinha dos Viscondes de la Choue para ajudar no sustento da família. A viscondessa era uma piedosa católica que Joana acompanhava em suas visitas aos doentes e aos pobres. Joana era sensível à miséria dos idosos que encontrava nas ruas, dividindo com eles seu salário, o pão e o tempo de que dispunha.
     Aos dezoito anos de idade recusou uma proposta matrimonial de um jovem marinheiro, sinalizando: “Deus me quer para Ele”. Aos vinte e cinco anos deixou sua cidade para ser enfermeira no Hospital Santo Estevão. Nesse meio tempo ingressou na Ordem Terceira fundada por São João Eudes.
     Ela trabalhava muito neste emprego, mas seis anos depois, em 1823, ela deixou o hospital e foi trabalhar como cuidadora de uma senhora de 72 anos de idade, a Srta. Francisca Aubert Lecog, mais como amiga do que enfermeira, onde ficou por doze anos.
     Em 1837, elas alugaram parte de uma pequena propriedade e a elas de juntou Virginia Tredaniel, uma órfã de 17 anos. Durante este período, as três mulheres formaram uma comunidade católica de oração e começaram a ensinar o catecismo para as crianças e a cuidar de pobres e outros necessitados, até o falecimento da Srta. Lecog.
     Joana trouxe uma viúva cega, Ana Chauvin, para viver com elas e inclusive permitiu que a mulher dormisse em sua cama. Este ato de caridade, aprovado por suas amigas, levou Joana a focar sua atenção na missão de assistência às mulheres idosas abandonadas.
     Sozinha Joana iniciou sua campanha junto à população para recolher auxílios, tarefa que cumprirá até a morte. Mas logo sensibilizou uma rica comerciante e com essa ajuda conseguiu comprar um antigo convento. Ele se tornou a casa mãe da nascente Congregação das Irmãzinhas dos Pobres, sob a assistência da Ordem Hospedeira de São João de Deus.
     Joana escreveu uma regra simples para esta nova instituição de mulheres; elas devem ir diariamente de porta em porta pedir alimento, roupas e dinheiro para as mulheres sob seus cuidados. Esta era a missão de Joana, e ela a desempenhou pelas próximas quatro décadas.
      Ao receber o hábito de religiosa, tomou o nome de Joana Maria da Cruz. Adotando o voto de hospitalidade, imprimiu sua própria vocação: “a doação como apostolado de caridade para com quem sofre por causa da idade, da pobreza, da solidão e outras dificuldades”.
    A Congregação rapidamente se estendeu por vários países da Europa. Em 1847, a pedido de Leo Dupont (conhecido como o Santo Homem de Tours), ela estabeleceu uma casa em Tours. Ela trabalhou com as autoridades religiosas e civis buscando ajuda para os pobres.
     Quando Joana Jugan morreu na França, em 29 de agosto de 1879, na casa mãe de Pern, França, as Irmãzinhas eram quase duas mil e quinhentas, com cento e setenta e sete casas em dez países. Ela foi sepultada naquela casa de Pern.
     Naquele ano, Leão XIII aprovou as Constituições da Congregação. Em setembro de 1885, a Congregação chegou à América do Sul e fez sua primeira fundação em Valparaiso, Chile, que logo foi destruída por um terremoto e reconstruída em Viña Del Mar. Hoje são quase duzentas casas em trinta e um países na Europa, América, África, Ásia e Oceania.
     Madre Joana Maria da Cruz, que “soube intuir as necessidades mais profundas dos anciãos e entregou sua vida à seu serviço”, foi beatificada em 3 de outubro de 1982 e canonizada em 11 de outubro de 2009.
     Hoje os peregrinos podem visitar a casa onde ela nasceu em Cancale, a Casa da Cruz em Saint-Servan, e a casa mãe onde ela viveu os últimos 23 anos de sua vida, em La Tour Saint Joseph, em Saint-Pern.

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