domingo, 10 de agosto de 2014

Santa Rustícula d’Arles, Abadessa - 11 de agosto

   
Relicário de Sta Rusticula, Arles
 
Rustícula (ou Marcia d’Arles) nasceu em Vaison, no território atual de Séguret, Provença, França, por volta do ano 555; seus pais eram nobres e bons cristãos.

     Liliola, abadessa do mosteiro de Saint-Césaire d’Arles, recebeu-a neste mosteiro fundado em Arles por Santa Cesária, a pedido de seu irmão o bispo São Cesário.
     Rustícula se entregou à oração, à meditação das Sagradas Escrituras e à penitência. Ela possuía uma tal virtude, que se esquecendo de sua juventude, e contra sua vontade, aos 18 anos ela foi eleita abadessa por ocasião da morte de Liliola.
     Ela passou por numerosas provações, porque suspeitavam que ela mantivesse ligações no meio político. Ela foi ameaçada, tirada de sua comunidade, aprisionada e humilhada. Finalmente o Rei Clotário II reconheceu sua inocência e ela foi reabilitada e pode retornar ao seu mosteiro, o qual, sob sua direção, conheceu muita prosperidade material e moral, e um grande brilho.
     Santa Rustícula governou o seu mosteiro com grande sucesso e seu exemplo inspirou suas religiosas, ela embalsamou com o perfume de suas virtudes aquelas belas regiões francesas.
     Ela faleceu no dia 11 de agosto de 632, uma morte preciosa diante de Deus: ela expirou com um sorriso nos lábios. Venerada por toda a cidade de Arles, foi sepultada no seu mosteiro. No dia 12 de agosto de 632, o arcebispo de Arles, Teodósio, participou dos funerais desta abadessa considerada como santa pela Igreja.
     Na Vida de Rustícula, o texto consagrado a esta 4ª abadessa do mosteiro de Saint-Césaire d’Arles, consta a existência de várias igrejas dentro do convento: uma igreja dedicada à Santa Cruz e ao Arcanjo São Miguel e outra maior edificada para receber mais dignamente as relíquias da Santa Cruz. A presença destas relíquias em Arles era provavelmente ligada à estadia da rainha Santa Radegunda nos anos 570. Este documento apresenta ainda uma Basílica São Pedro que existia ainda no século X e registra os santos venerados ali.
     Por motivo das invasões bárbaras e sarracenas, o mosteiro deixou de subsistir nos séculos VII e IX. Por volta dos anos 860, o arcebispo de Arles, Rotlang, obteve do imperador Luís II a autoridade sobre o mosteiro. O historiador Jean-Pierre Poly faz remontar esta propriedade ao ano 869.
     Em 883, o arcebispo Rostang, sucessor de Rotlang, restaurou o túmulo de São Cesário violado pouco tempo antes durante a tomada e pilhagem da cidade pelos sarracenos. O Mosteiro de Saint-Césaire possuía naquela época três grupos de domínio.

Fonte: site du diocèse d'Avignon

Etimologia: Marcia, do latim Marcius, Marcus: “grande martelo de ferreiro”, cognato do latim Mars, Martis, “deus da guerra”.
Liliola, ou Liliosa, nome de origem cristã, do latim Liliosa: “cheia de lírios”. Variante de Lilia, do plural do latim Lilia, de Lilium: “lírio”, símbolo da pureza e inocência.

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